Bahia :: Morro de São Paulo

Após alguns dias em Salvador, nossa próxima parada foi um final de semana em Morro de São Paulo, um destino pouco explorado por brasileiros, mas bem conhecido dos turistas estrangeiros. É possível ir de  catamarã saindo de Salvador, mas descobrimos um outro jeito mais econômico e mais seguro para quem tem medo de barco e enjoa fácil. Fomos de ferry boat até a Ilha de Itaparica e em seguida pegamos um táxi credenciado que nos levou em 1:20h até o terminal de Guaibim e por fim uma lancha até Morro de São Paulo.  Além de conhecermos mais locais economizamos quase 30%.

Morro de São Paulo é um lugar belíssimo e bem diferente do que havíamos visto em Salvador. Logo na entrada da Ilha é obrigatório o pagamento da taxa de turismo e os “assistentes de turismo” se amontoam oferecendo o serviço de “táxi” para carregar as malas nas ladeiras de Morro. O serviço de táxi deles é um carrinho de mão que carrega várias malas enquanto o turista aprecia a paisagem. Cansa um pouco devido as ladeiras e terreno irregular, mas para quem não está a fim de pagar por isso é possível levar as malas por conta própria, até mesmo as de rodinha, ao contrário do que dizem os guias ou na internet.

 Morro de São Paulo está dividido em cinco praias nomeadas de Primeira Praia, Segunda Praia e por aí vai. A pousada reservada ficava na segunda praia. Subimos a primeira ladeira, passamos pela vila onde estão localizados os restaurantes, lojinhas e a praça principal. Passamos a primeira praia e seguimos em frente para encontrarmos nossa pousada. Na internet já dizia, não se assuste com o beco onde ela está localizada e realmente ele era bem estranho e deu certo receio, mas a pousada apesar de simples era bem agradável e ficava bem pertinho da praia. Na verdade a maioria das pousadas são nas vielas ou becos que saem da praia.

 Devidamente trajados em roupas de banho fomos até a praia. É cobrado um valor por pessoa para ficar na primeira fileira de cadeiras e guarda-sóis. A segunda fileira já fazia parte dos restaurantes e era cobrado somente o consumo. Sentamos e pedimos uma porção de camarão e bebidas com preço justo.  À noite saímos para dar uma volta e jantamos em uma pizzaria, com serviço mais rápido que nos demais locais do nordeste que conhecemos. Ao passear por Morro percebemos muitas placas estão escritas em hebraico e uma grande concentração de israelenses e descobrimos que é um dos destinos mais procurados por eles aqui no Brasil.

Pela manhã após o café, fomos a praia e tivemos uma adorável surpresa. A maré estava baixa e expôs as belíssimas piscinas naturais no melhor estilo Porto de Galinhas, fomos caminhando até a Quarta Praia e lá passamos nossa manhã no mar junto com alguns peixinhos, descansamos na areia.

 

Depois fomos almoçar em um restaurante na Segunda Praia, o pedido desta vez foi um peixe acompanhados de arroz e feijão e de cortesia ganhamos dois drinks de frutas do restaurante Funny.

No final da tarde fomos até o Farol ver o pôr- do – sol na Toca do Morcego como os guias indicam, mas o lugar que funciona como bar e casa noturna estava fechado e nos contentamos apenas com o que deu para ver logo no início da escadaria que leva até o farol.

Seguindo em frente chegamos ao ponto mais alto onde funciona a tirolesa que não nos pareceu muito segura, mas com certeza uma aventura e tanto para quem tem coragem. Ao voltar fizemos pequenas compras e já era possível ver os restaurantes se transformando para a “balada noturna” e a montagem das barracas de caipirinha.

No dia seguinte fomos curtir novamente as piscinas naturais e almoçar na Terceira Praia com um prato sugerido pelo restaurante: lagostin com acompanhamentos.

Você pode comprar rações para dar aos peixes nas piscinas naturais, e alugar snorkel e óculos ali na pra mesmo. Não leve comida como pães e salgadinhos aos peixes!!! Aliás às vezes eles vão mordiscar as pontas de seus dedos e seu corpo, não se assuste, não dói. Para andar por ali recomendamos calçar papetes, assim você poderá entrar na água sem medo de pisar em alguma rocha ou recife.

Quando chegamos ao trapiche não havia informações de horários sobre as lanchas e tudo o que passavam para gente era desencontrado, bem ao estilo sorria você está na Bahia, mas enfim depois de esperar algum tempo conseguimos voltar. Um dos pontos negativos de Morro de São Paulo é a falta de profissionalismo e despreparo do poder público que fica evidente nas diversas construções irregulares, urbanização não padronizada, fiações elétricas que representam risco fácil de incêndio e acidentes.

Os locais onde o poder publico não chega, um poder paralelo formado de tentativas, erros e poucos acertos toma conta, o grau de improvisação é alto. Isso tudo ainda não afeta a beleza e a potencialidade do lugar, mas fica a indagação, até quando vai ser lindo assim?

Apesar disso encontramos uma relativa preocupação com hospitalidade, tentativas de surpreender positivamente os turistas, tanto na infra-estrutura física que certamente há tempos vem sofrendo melhoras quanto na qualificação profissional dos diversos agentes atendentes.

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