Salvador

A viagem para Salvador surgiu por acaso, queríamos fugir do frio de julho em Curitiba e pensamos em alguma cidade do Nordeste para passar uma semana. Depois de pensar em alguns destinos escolhemos a Bahia. Compramos as passagens, escolhemos os hotéis e em poucos dias desembarcamos no estado do axé music. Logo no aeroporto percebemos que havia um problema, a esteira parou de rodar e uma de nossas malas ainda não havia aparecido, ficamos mais um tempo e nada da mala, fomos então até o guichê da companhia aérea Tam para reclamar, mas nada resolvido. Efetuamos a reclamação formal para eventual localização da bagagem ou reclamação por perdas na justiça e também para poder acionar o seguro.

Transfer pago e agendado em algumas cidades é recomendável, tanto pelo preço, distância e conforto, quanto pela possibilidade de ir colhendo informações ao longo do caminho. Durante o trajeto até o hotel, o motorista nos contou que há um problema muito grande de assalto/furto nos ônibus que saem do aeroporto e que muitos turistas perdem seus notebooks, máquinas fotográficas e até malas antes mesmo de chegar ao centro de Salvador, que tudo era muito perigoso e por aí vai.

Chegamos a noite ao hotel Bahia Sol e Mar que está localizado no bairro de Ondina, próximo a Universidade Federal da Bahia.  Escolhemos o lugar porque era de frente para o mar, com piscina e por estar localizado na avenida principal onde durante o Carnaval passam os trios-elétricos, que fazem o famoso circuito Barra-Ondina e também por não ter um valor tão alto. Saímos para comer e descobrimos que a oferta de serviço naquela região era baixa, fomos salvos por um Subway.

Ao acordar no dia seguinte bem cedo, porque o barulho na rua era intenso, descobrimos que a praia localizada em frente estava fechada com tapumes, a cidade toda estava em reformas. A praia aqui tem ondas bem fortes e não é uma boa entrar na água na maré alta. Tomamos café e saímos para fazer reconhecimento de território.  Fomos andando até o Morro do Cristo  e depois pegamos um ônibus e fomos até o Barra Shopping comprar roupas, pois ainda não tínhamos notícias da mala. Voltamos para o hotel e saímos para o nosso city tour incluído no serviço terrestre.

Passamos por vários pontos turísticos como Praça Castro Alves, Farol da Barra e paramos no Centro Histórico mais conhecido como Pelourinho próximo ao Elevador Lacerda, ali o guia nos explicou o que era cada coisa e nos levou para um museu que não nos parecia muito atrativo, então não entramos e ficamos andando por ali. Se prepare para ser importunado por ambulantes e outras pessoas oferecendo serviços na rua, o que é exótico para alguns turistas é desagradável para quem quer conhecer, observar tirar fotos e vivenciar um pouco a história do local.

Depois que todos já estavam juntos continuamos nosso passeio guiado pelo restante do Pelourinho. Após parar em duas lojas, o guia então nos levou até a parte mais famosa de Salvador que vemos em fotos e filmes. Apesar das casas coloridas e muitas delas reformadas, o lugar é um pouco sujo e o cheiro não muito agradável, mas vale a visita principalmente pela parte histórica, muita coisa aconteceu ali, desde a história do Brasil como vemos em livros e filmes até coisas mais corriqueiras como novelas e clipes de música. Sempre nos lembrávamos de alguma coisa. E o fato de não estar tudo limpinho ou preservado dava certa tristeza.

O lugar é cheio de lojinhas, mas como era nossa primeira saída apenas conferimos os valores para ter uma noção do que poderíamos comprar. Enquanto andávamos, o guia falava sobre as ruas que poderiam ser percorridas e quais eram perigosas. Passamos pela Casa do Olodum que vende produtos oficiais e paramos em frente à Casa do Jorge Amado e percebemos uma movimentação de homens arrombando uma porta, entrando armados, carros de polícia e tiros. Entramos na recepção do museu (e ainda sim o pessoal da recepção queria cobrar entrada) até a situação se acalmar e fomos embora sem saber o que havia acontecido.

No dia seguinte fomos andando do hotel até o Barra Shopping. A Barra é uma região melhor que Ondina, pois concentra bares, restaurantes e shoppings. De lá fomos conhecer o famoso Farol da Barra, um dos cartões postais da cidade.  A praia de Porto da Barra é praticamente central e onde tem maior concentração de pessoas na areia, é bonita, mas a faixa da areia é estreita então se não quiser ficar apertadinho chegue cedo ou conheça opção  de praias menos centrais. A Praia do Farol é boa na maré baixa quando forma piscinas naturais. Mais um dia em Salvador, e decidimos conhecer a Ilha de Itaparica e depois passar alguns dias em Morro de São Paulo. Esses dois destinos você confere em posts separados.

Depois de um final de semana em Morro de São Paulo, voltamos para a capital, mas agora nossa reserva era em um hotel no Pelourinho. Pegamos um táxi no atracadouro das balsas em direção ao hotel Pousada Colonial no início da noite. A rua e a fachada são assustadores, ficamos com medo de descer, pois a região não era muito bem frequentada naquele horário. Apertamos o interfone e entramos, tirando a má vontade do recepcionista tivemos uma surpresa: o quarto era grande, limpo e de frente para a Baía de todos os Santos, tudo bem que a TV não funcionava direito e não tinha Internet (como prometido), mas a vista era realmente linda. O recepcionista nos aconselhou a não sair pela região à noite e a única solução foi pedir uma pizza no hotel. No dia seguinte acordamos com uma bela vista da Baía de Todos os Santos.

Descobrimos que estávamos praticamente do lado do Elevador Lacerda e fomos andar pelo Pelourinho. O chato de andar por lá são os sorridentes e “hospitaleiros” ambulantes que insistem em colocar pulseirinhas do Senhor do Bonfim, eles são bem chatos e vão andando junto mesmo que você os ignore. Depois de passear pelo Centro Histórico descemos o elevador até a Cidade Baixa.  A construção é de 1873 e liga dois bairros em 30 segundos.

Saímos em frente ao Mercado Modelo, lugar que vende todo tipo de artesanato com preços mais baixos, uma loucura para quem gosta de comprar souvenires. Lá é possível comprar cangas, quadros, bolsas, toalhas, berimbaus, cerâmicas, camisetas, cocadas e todos os tipos de bugigangas possíveis de imaginar. E novamente os “amigos” ambulantes de rua vão te cercando com histórias tristes, preços absurdos e sorrindo afinal você está Bahia. Tanto a arquitetura quanto a magia do local impressionam.

Deixamos as coisas no hotel e saímos para mais uma volta, pegamos um ônibus para conhecer as praias menos badaladas e com belezas cênicas mais indicadas pelos moradores. Saímos pela Avenida Oceânica, depois Avenida Amaralina e seguimos por toda orla, passando por Rio Vermelho, Nordeste, Pituba, Costa Azul, Armação, Boca do Rio, Pituaçu, Jagaribe, Piatã, até chegarmos em Itapuã (a mais famosa). Ainda tínhamos pela frente  Catussaba, Stella Maris e Flamengo. Essas três ultimas possuem uma forma urbana bem diferente do restante de Salvador, podemos perceber pela quantidade de condomínios e residências de classes média e média alta.  As praias são realmente mais bonitas que as centrais, mas são bem retiradas. Pegamos outro ônibus que vai por toda orla passando por várias praças e voltamos para o hotel.

Ao contrário do que se vende, encontramos pouca hospitalidade em Salvador. Algumas pessoas fizeram a diferença, sendo simpáticas e prestativas ou apenas uma boa conversa. E é claro, alguns pontos de Salvador são realmente lindos.

Observação importante: Nunca encontraram a mala!

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