Planetário do Ibirapuera

Foi logo após conhecer o b612 que eu vi um céu tão lindo, com tantas luzes e informações com tanta beleza que eu jamais havia visto. Vontade de tocar, de conhecer e de viajar. Desde então tive a certeza que minha vida seria, tocar conhecer e viajar.  Não pude ir para o espaço (ainda), mas foi bom reencontrar todas essas emoções. Tinha na lembrança algo mágico e foi isso que encontrei quando voltamos ao planetário do Ibirapuera 30 anos depois.

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Como sempre acontece, um pesquisador, professor e cientista foi o Idealizador e posteriormente coordenador do Planetário, da Escola Municipal de Astrofísica e do extinto Museu de Ciências, o Professor Aristóteles Orsini era médico e físico por formação e astrônomo amador. O Planetário Professor Aristóteles Orsini de 1957 trata-se de um lindo prédio que ao mesmo tempo é pioneiro, pois é o primeiro planetário do Brasil, é inovador pois diferentemente do que se fazia até então a cúpula foi feita de concreto, e é o retrato do Brasil da época e de hoje. Legado de um grande evento organizado na cidade, ele demorou três anos mais do que o previsto, ficou muito mais caro do que o planejado. Hoje faz parte do patrimônio histórico, cientifico e cultural e é tombado por diversos órgãos municipais e estaduais.

 

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No meio da década de 80 visitei o planetário com minha escola e foi através dessa visita que comecei a gostar de ciências. Desde sua fundação até hoje o despertar da curiosidade é uma de suas principais virtudes. Hoje ele já está mais moderno e adaptado ao seu tempo, sofreu reformas nos anos 90, ficou maior e mais acolhedor, mas ainda é uma edificação muito charmosa. Funcionando adjuntos ao prédio temos, Biblioteca o CDTCA (Centro de Documentação Técnica e Cientifica em Astronomia) ambos centros da escola Municipal de Astrofísica.

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Em um mesmo dia fizemos a visita ao Planetário e passeamos pelo Parque Ibirapuera, que é enorme, por isso deixamos de fora alguns de seus atrativos que já conhecíamos, como Monumento a Pedro Álvares Cabral, Obelisco, Museu Afro Brasil, MAC, OCA, Auditório, Monumento às Bandeiras Pavilhão das Culturas Brasileira e Fundação Bienal estavam fechados. Mesmo não sendo um primor de tecnologia, ainda é um dos mais visitados, mais famosos e uma das maiores telas de projeção do país. Para visitas não agendadas, você precisa chegar uma hora antes do horário da apresentação para retirar os ingressos gratuitos, mas quando for consulte os horários e se teve alteração de valor, muitas mudanças tem ocorrido nas gestões municipais.

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Um lugar muito plural, formado por famílias, adolescentes, terceira idade, turistas e moradores, cada qual no seu estilo. Como a maioria dos locais em São Paulo o Ibirapuera como um todo o que inclui o planetário, não é muito bem sinalizado, faltam informações, sinalizações de fila, banheiros e horários, nada que impeça as visitas, mas prejudica. Agora, a simpatia e a cordialidade que fomos atendidos foi sensacional. Realmente nos pareceu que o pessoal estava empolgado e feliz em trabalhar ali.

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Após iniciada a apresentação se sair, não pode voltar, a entrada de luz prejudica, então antes tome algumas precauções.  Beba água o suficiente para 2 horas, lá dentro é bem gelado, então leve um casaco, vá no banheiro. O som é bem alto, nosso bebê dormiu assim que entrou, então não tivemos problemas, mas outras crianças se incomodavam um pouco. Entramos e ficamos bem ao fundo, mas como é oval a projeção é bem observada em qualquer local.  Assistimos a apresentação em comemoração ao aniversário de 60 anos do planetário “Olhar o Céu de São Paulo outra vez”, com duração de 60 minutos. Segundo a descrição da sinopse: “O Planetário do Ibirapuera recria em suas sessões as maravilhas do céu noturno ocultas pela poluição da grande metrópole. Vamos explorar os objetos celestes mais fascinantes, visíveis na noite da data de inauguração do Planetário, dia 26 de janeiro de 1957, como Marte, a constelação de Órion, e o Cruzeiro do Sul, terminando com uma chuva de meteoros na madrugada”. Vale muito a pena, os sons, as imagens e as explicações são assustadoramente fascinantes.

Texto: Diego Medroni

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